"Como não falar do maior acontecimento da minha vida"

by Thaise Moraes

 

Nesse novo capítulo, falta tempo para fazer tudo o que queremos e sobram sentimentos que precisam ser externados. Neste final de ano, como não falar do maior acontecimento da minha vida e como não agradecer às pessoas que fizeram parte dessa história e permitiram esse dia.

Há pouco tempo, eu diria em voz alta que jamais faria um parto normal, consideraria os riscos e diria que a cesárea é muito mais segura. Mas como um botão, bastou eu ficar grávida para que eu pensasse além de mim, e considerasse os desejos desse serzinho que chegaria em breve. Com o apoio e até mesmo entusiasmo do meu marido, e com a segurança de contar com uma equipe dos sonhos, junto à nossa médica Dra. Taciana, embarcamos nessa jornada.

Uma gravidez tranquila, não fossem as últimas semanas e a certeza de que a medicina é bastante intervencionista. Mas, com tranquilidade e assertividade, a cada prenúncio de pânico em uma fase extremamente hormonal, a serenidade e a capacidade da médica que escolhemos para a chegada da Sara foi fundamental.

Sim, conseguimos! A Sara nasceu bem e de parto normal e humanizado. Como se soubesse da ansiedade do pai, a nossa bebê escolheu dar seu indício mais forte na sala de espera da médica, quando a bolsa estourou. Às 12h fomos para a Maternidade Brasília, onde a nossa jornada começaria.

A partir desse momento não consigo mais saber o horário de nada, sei que a nossa fisioterapeuta chegou e logo conseguimos um quarto. Ali, contração a contração, exercício a exercício, a minha dilatação ia aumentando. Dói, claro! Mas é suportável! Nosso corpo e nossa mente conseguem lidar com isso. Quando a dor alcançou seu ápice, era chegado o momento expulsivo e começava a contagem regressiva para conhecermos a nossa bebê.

Mais um tempo, mais dor, mais falta de forças físicas, mas muito, muito apoio das pessoas que estavam ali. Com meia luz, após um pouco de ocitocina quando a força natural já não vinha mais, é uma leve analgesia que ainda me permitiu sair da maca, sentar na banqueta e finalmente nos conhecermos!

Como eu disse, foi preciso coragem, amor, persistência e a equipe dos sonhos. Um marido comprometido e que seguindo as orientações me auxiliou na travessia

Deixe seu comentário