Doação de sêmen

Doação de sêmen é um procedimento em que um homem saudável doa sêmen – o fluido que contém espermatozoides – para casais que sofrem com infertilidade provocada por fatores masculinos. No Brasil, as regras determinam que a doação deve ser anônima e sem caráter comercial, além de ser extensiva a casais homoafetivos femininos e mulheres solteiras que desejam engravidar.

O sêmen doado é utilizado em técnicas de reprodução assistida, principalmente na FIV (fertilização in vitro).

Fatores de infertilidade masculina, entre eles a baixa produção, qualidade e motilidade de espermatozoides ou ausência deles no líquido seminal, condição conhecida como azoospermia, estão entre os motivos que levam um casal a utilizar a doação de sêmen para concretizar os planos de gravidez.

Este texto explica detalhadamente a doação de sêmen, do funcionamento nos tratamentos de reprodução assistida, às indicações e regras que regulamentam o procedimento no país.

Quando a doação de sêmen é indicada?

A doação de sêmen é indicada em diversas situações:

Como a doação de sêmen é realizada?

O sêmen geralmente é doado para instituições que coletam e armazenam o esperma (bancos de esperma) ou para clínicas de reprodução assistida. De acordo com as regras nacionais, a idade do doador pode ser de até 50 anos, embora a qualidade do sêmen diminua com o avanço da idade.

O histórico médico do doador será analisado, além de serem realizados testes para rastrear infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ou genéticas e comprovar a qualidade do espermatozoide, como morfologia e motilidade.

Como funciona a doação de sêmen nas técnicas de reprodução assistida?

Após a escolha do doador, geralmente feita a partir de características fenotípicas similares à da mãe, a mulher que irá gerar a criança também deverá ser submetida a exames.

Deverão ser realizados desde o exame físico, que pode indicar possíveis alterações no útero e ovários, laboratoriais, para rastreio de ISTs, avaliação dos níveis hormonais e reserva ovariana, até os de imagem, como a ultrassonografia transvaginal, para confirmar a saúde do aparelho reprodutor feminino.

O tratamento será então orientado de acordo com cada caso. Geralmente é feito com a FIV, devido às altas taxas de sucesso. Na FIV, a fecundação ocorre fora do útero, em laboratório. Ambos os gametas, espermatozoides e óvulos, são colocados juntos em uma placa de cultivo e os gametas masculinos são injetados dentro de cada um dos óvulos. Os embriões formados são cultivados em laboratório e transferidos para o útero da mulher.

Independentemente da técnica de reprodução assistida que será utilizada, a mulher que vai receber os espermatozoides ou embriões deverá ser submetida à estimulação ovariana.

O procedimento, como o nome indica, estimula o desenvolvimento folicular ovariano a partir da utilização de medicamentos hormonais, com o objetivo de obter maior quantidade de óvulos, aumentando as chances de fecundação.

O crescimento dos folículos é monitorado por ultrassonografia até atingirem o diâmetro ideal para ovular. É realizada, nesse momento, a indução da ovulação, também com a utilização de medicamentos hormonais, que provocam o rompimento dos folículos e a ovulação.

Na FIV, após a estimulação ovariana, é feita a punção folicular, processo cirúrgico para coleta dos óvulos. A fertilização é feita em laboratório, portanto todos os óvulos poderão ser fertilizados e os melhores embriões transferidos para o útero.

Os embriões poderão ainda ser criopreservados para serem utilizados em uma gravidez futura.

Quais são as regras para doação de sêmen no Brasil?

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina é o órgão que regulamenta as técnicas de reprodução assistida. Devem ser observadas as seguintes regras para doação de sêmen:

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