Espermograma

espermograma, também conhecido como teste de contagem de espermatozoides, analisa a saúde e qualidade dos gametas. É o exame normalmente solicitado para avaliar a capacidade reprodutiva masculina, embora também seja um método importante para diagnosticar doenças urológicas ou para determinar se uma vasectomia foi bem-sucedida.

A análise mostra os parâmetros quantitativos, qualitativos e morfológicos dos espermatozoides. Ou seja, o número de espermatozoides (concentração), a forma (morfologia) e o movimento, também conhecido como motilidade espermática.

Este texto explica o funcionamento do espermograma, desde como ele avalia a saúde do espermatozoide aos diagnósticos que proporciona.

Como o espermograma funciona?

O espermograma realiza uma análise completa do sêmen, avaliando não apenas o fluido seminal liberado durante a ejaculação, mas também os gametas masculinos presentes nele. É um exame complementar aos tratamentos de reprodução assistida, como a FIV (fertilização in vitro), importante para os casos de infertilidade por fator masculino.

Uma versão mais simples também pode ser realizada para verificar se há presença de espermatozoides no sêmen alguns meses após a realização de uma cirurgia de vasectomia.

O sêmen é uma substância de cor esbranquiçada e opalina que contém espermatozoides e componentes de outras glândulas. Ele fornece um meio nutritivo e protegido para os gametas ao longo do percurso até o óvulo.

É bastante espesso na ejaculação, mas dilui ou liquefaz em pouco tempo fora do organismo. Os espermatozoides são células reprodutivas presentes no sêmen que possuem cabeça, tronco e cauda e contêm 23 cromossomos, que posteriormente se fundem aos 23 cromossomos da mulher. Alterações no líquido seminal, na quantidade, forma e motilidade dos espermatozoides interferem diretamente na fertilidade.

Vírus e bactérias também podem afetar os espermatozoides, alterando a motilidade. Ao mesmo tempo, em resposta ao processo infeccioso, desenvolve-se dano inflamatório secundário, acompanhado pela formação de radicais livres e citocinas que podem ter um efeito citotóxico sobre as células sexuais, provocando uma reação autoimune.

A presença dos anticorpos no sêmen ejaculado leva a uma diminuição de suas características qualitativas e quantitativas, ou seja, na concentração, morfologia e motilidade dos espermatozoides e no pH ou viscosidade do líquido seminal.

Uma análise de sêmen avalia aspectos macroscópicos e microscópicos. Os aspectos macroscópicos são:

Já a análise microscópica avalia:

Para um resultado mais preciso, é necessária a análise de duas amostras de sêmen diferentes, coletadas em intervalos de pelo menos sete dias, uma vez que a contagem de espermatozoide pode sofrer uma variação diária. É a média das amostras analisadas que proporciona o diagnóstico final.

Como a amostra é coletada?

O sêmen é coletado por ejaculação em recipientes estéreis. Para avaliação da infertilidade, é importante que as amostras sejam coletadas no local para garantir a qualidade, pois a análise deve ser realizada até no máximo uma hora após a coleta. É recomendada a abstinência sexual entre dois e sete dias antes do procedimento.

Em situações especiais, a coleta pode ser realizada em casa, mas evita-se esse procedimento pelo risco de contaminação e demora para o encaminhamento da amostra.

Testes adicionais podem ser realizados se a contagem de espermatozoides for baixa, se os gametas apresentarem motilidade reduzida ou morfologia anormal, ou se se houver alguma alteração no fluido seminal. Eles podem ajudar a identificar irregularidades como a presença de anticorpos, alterações nos níveis hormonais, quantidade excessiva de glóbulos brancos, além de distúrbios genéticos ou cromossômicas que possam afetar a fertilidade.

Em alguns casos, exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, podem ser ainda necessários ou mesmo uma biópsia do tecido testicular.

Quais diagnósticos o espermograma pode proporcionar?

A análise do sêmen pode resultar em um dos seguintes diagnósticos:

O tratamento padrão para infertilidade masculina é a FIV.

Além da amostra de sêmen, em homens azoospérmicos, com ausência de espermatozoides no líquido seminal, os espermatozoides podem ser extraídos do epidídimo, duto que armazena e transporta os gametas até que sejam ejaculados, ou dos testículos, a partir da utilização de diferentes técnicas, como PESA, MESA, TESE e Micro-TESE.

Posteriormente, são selecionados os de melhor qualidade a partir de técnicas de preparação seminal. Eles serão utilizados para a fecundação dos óvulos.

Atualmente, a grande parte dos processos de fertilização são realizados por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), realizada por meio da micromanipulação dos gametas, quando cada um dos espermatozoides é injetado dentro de cada óvulo com o auxílio de um microscópio e de uma agulha.

A FIV com ICSI contribuiu significativamente para aumentar as taxas de sucesso da reprodução assistida.

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