Estimulação ovariana na reprodução assistida

Estimulação ovariana na reprodução assistida

Em busca de solucionar problemas de infertilidade, muitas mulheres encontram na reprodução assistida (RA) uma alternativa para conseguir engravidar. Um dos passos dos diferentes métodos da RA é a estimulação ovariana, processo que se caracteriza na administração de hormônios para intensificação da produção de óvulos e mais chances de sucesso.

Os óvulos são as células sexuais responsáveis pela reprodução, produzidos e armazenados nos ovários, órgão que também tem como função produzir hormônios. Durante o ciclo menstrual da mulher, apenas um gameta maduro costuma ser liberado, quando segue para as tubas, onde ocorre a fecundação por um espermatozoide.

Antes dessa liberação, os diversos folículos são estimulados pelo organismo para que óvulos sejam produzidos, mas apenas um gameta se desenvolve, amadurece e é liberado. É nessa fase do ciclo menstrual que a estimulação ovariana acontece.

Este texto explica o conceito da prática e de que maneira acontece nos diferentes métodos de reprodução assistida. Se você está prestes a gerar um bebê com acompanhamento médico, leia até o final e descubra mais sobre o assunto.

O que é estimulação ovariana?

A estimulação ovariana é uma etapa fundamental nas três técnicas de reprodução assistida, além de ser a primeira parte, após realização dos exames iniciais. A prática permite que os folículos consigam amadurecer e liberar mais de um óvulo, o que, consequentemente, aumenta as chances de sucesso, devido a uma maior oferta de gametas disponíveis para a fecundação.

O procedimento é indicado para tentantes que não conseguem engravidar devido à disfunções ovulatórias causadas por problemas de tireoide, Falência Ovariana Precoce — quando ocorre antes dos 40 anos —, e pela síndrome dos ovários policísticos (SOP), um dos principais motivos de infertilidade feminina.

As disfunções da ovulação podem fazer com que o organismo seja incapaz de amadurecer óvulos saudáveis ou de liberá-los para fecundação, fenômeno conhecido como anovulação. Embora exames sejam necessários para o diagnóstico, sintomas como períodos irregulares, sangramentos anormais e ausência de menstruação indicam a existência desses problemas.

Nesse cenário, a mulher precisa receber hormônios para estimular a produção de óvulos pelos folículos ovarianos — mais do que ocorre em um ciclo regular, o que aumenta as chances de fecundação, especialmente na FIV (fertilização in vitro), que pode precisar de mais de uma implantação.

Como é realizada a estimulação ovariana?

Antes da estimulação ovariana começar, a mulher deve ter seu histórico avaliado pelo médico, que deverá performar um exame físico e requerer exames de imagem para avaliar alterações nos órgãos reprodutores e confirmar a causa da dificuldade em engravidar. Se constatado que a produção de óvulos está irregular, o especialista em reprodução humana criará um protocolo, que varia de acordo com o método escolhido.

Na estimulação ovariana, a paciente faz uso de hormônios que estimulam o crescimento dos folículos e a produção de mais óvulos maduros. Durante o período de administração dos medicamentos, a mulher é acompanhada por ultrassonografias para que, no momento certo, seja aplicada uma nova substância, que tem como objetivo induzir a ovulação.

Embora o objetivo seja o mesmo para todas as técnicas de reprodução assistida, a quantidade de hormônios administrada deve variar, para diminuir riscos e aumentar as chances de sucesso.

Por que existem diferentes protocolos de estimulação ovariana?

Nos tratamentos de baixa complexidade, isto é, na relação sexual programada (RSP) e inseminação artificial (IA), não há necessidade de uma estimulação ovariana alta: poucos óvulos devem liberados, porque nesses métodos de reprodução, a fecundação acontece no útero e, caso haja mais gametas disponíveis, há um risco mais elevado de desenvolvimento da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) e de gestação múltipla (gêmeos, trigêmeos, etc.).

Na FIV, no entanto, a preocupação com gravidez gemelar é menor, pois a fecundação ocorre em uma placa de Petri, em laboratório. Nesse caso, a gestação múltipla é determinada pela transferência embrionária, não pela estimulação ovariana.

Assim, o objetivo do procedimento na FIV é estimular o maior número de folículos possível para mais chances de sucesso nos ciclos de implantação.

Embora haja o risco de gravidez gemelar, está é prevenida seguindo as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que determina a transferência de 2, 3 ou 4 embriões por ciclo, de acordo com a idade da mulher.

A estimulação ovariana é uma das primeiras etapas na reprodução assistida, essencial para mulheres com problemas de infertilidade devido à problemas ovulatórios. O objetivo do procedimento é induzir o crescimento dos folículos e amadurecimento dos óvulos para que exista uma maior disponibilidade de gametas femininos e, assim, mais chances de sucesso na desejada gestação. O procedimento é realizado por meio da administração de hormônios, cuja quantidade varia de acordo com o método escolhido para a reprodução, devido ao risco de gravidez gemelar mais notável nos métodos de baixa complexidade.

Se você quiser saber mais sobre o procedimento, como prazos e hormônios aplicados, confira a página sobre estimulação ovariana.

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