Histeroscopia ambulatorial

A histeroscopia é uma técnica ginecológica que permite melhor visualização e exploração dos órgãos do aparelho reprodutor feminino e, consequentemente, um diagnóstico mais acurado de diversas patologias intrauterinas.

Com a utilização de um histeroscópio, tubo ótico com sistema de iluminação e câmera acoplada, todo o procedimento é transmitido em tempo real para um monitor.

A histeroscopia pode ser ambulatorial ou cirúrgica, um tipo de prática conhecido pela medicina moderna como see and treat, ver e tratar. Ou seja, ao mesmo tempo que diagnostica, soluciona a enfermidade.

Este texto aborda a histeroscopia ambulatorial, desde o funcionamento, aos casos em que é indicada e possíveis riscos provocados pelo procedimento.

Como a histeroscopia ambulatorial funciona e quando o procedimento é indicado?

A histeroscopia ambulatorial visualiza, identifica e investiga qualquer alteração em regiões da cavidade uterina, facilitando o diagnóstico precoce de diferentes condições. Geralmente é realizada na primeira semana após a menstruação, por permitir melhor visualização da cavidade uterina.

Um dos usos mais comuns é descobrir a causa do sangramento uterino anormal, caracterizado por períodos menstruais mais intensos ​​ou longos do que o normal, que ocorre com menor ou maior frequência ou entre períodos menstruais. É um dos sintomas que indicam disfunção da ovulação, um dos principais fatores de infertilidade feminina.

O procedimento pode ser feito em ambiente laboratorial e geralmente não requer a utilização de anestesia. A paciente fica em posição ginecológica, para que o histeroscópio seja introduzido pelo canal vaginal até a cavidade uterina, iluminando o seu interior.

Os filamentos de fibra ótica são ainda responsáveis pela condução de substâncias, como o soro fisiológico utilizado para a distensão do útero, enquanto a microcâmera acoplada transmite as imagens para um monitor, possibilitando o acompanhamento em tempo real.

Para realizar a histeroscopia ambulatorial, a paciente não pode estar menstruada, pois o sangramento reduz a visibilidade, grávida ou com infecções.

Além de investigar as possíveis causas que provocaram sangramento anormal, as principais indicações do procedimento incluem:

Na maioria dos casos, a histeroscopia ambulatorial não provoca dor. Algumas mulheres, entretanto, podem sentir dor leve ou desconforto, enquanto outras podem ter uma sensação mais intensa. Para evitar a dor, um anestésico poderá ser prescrito.

A histeroscopia ambulatorial é um procedimento minimamente invasivo e de curta duração: pode ser realizado entre 5 minutos e meia hora, de acordo com a causa que está sendo investigada.

Há riscos à realização da histeroscopia ambulatorial?

Embora as mulheres possam retornar às atividades normais após o procedimento, em alguns casos pode haver a manifestação de cólicas, semelhantes às menstruais, sangramento leve ou manchas vermelhas.

Quando isso acontece, é aconselhada a abstinência sexual por uma semana ou até que o sangramento pare, para reduzir o risco de infecção.

Mesmo que o procedimento seja considerado bastante seguro, existe um pequeno risco de complicações, como danos provocados acidentalmente ao útero ou colo uterino.

Infecções uterinas também podem ocorrer, causando a manifestação de sintomas, como corrimento vaginal abundante e com mal cheiro, sangramento intenso e febre.

A infecção geralmente é tratada por antibióticos, em ciclos de duração determinados pelo médico que acompanhou e/ou indicou o procedimento e não oferece nenhum risco à saúde da mulher.

Os benefícios associados à histeroscopia ambulatorial superam em muito os riscos de complicações, que são bastante raros. No entanto, a técnica pode não ser adequada para algumas mulheres, por isso a indicação é determinada pelo médico. Entre os problemas que podem impedir a realização do procedimento está a dor severa durante a realização de exames vaginais anteriores.

Muitas condições diagnosticadas pela histeroscopia ambulatorial podem ser posteriormente tratadas pela histeroscopia cirúrgica. Ente elas está a remoção de pólipos endometriais (uterinos), miomas submucosos, aderências uterinas ou dispositivo intrauterino (DIU), correção de septos uterinos, obstrução tubária e ablação endometrial.

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