Infertilidade feminina

A infertilidade afeta homens e mulheres em todo o mundo. Atualmente, sabe-se que a infertilidade pode ser causada por fatores masculinos ou femininos. Os fatores femininos mais comuns incluem distúrbios de ovulação ou danos provocados aos órgãos do sistema reprodutor feminino: ovários, tubas uterinas, útero e colo do útero. O avanço da idade também interfere na fertilidade, uma vez que a fertilidade diminui com o passar do tempo.

Este texto explica tudo sobre a infertilidade feminina. Das causas, diagnóstico e tratamentos, aos sintomas que indicam a necessidade de procurar um especialista.

Quais são as causas da infertilidade feminina?

A infertilidade feminina pode ser provocada por diferentes condições, incluindo distúrbios da ovulação, SOP (síndrome dos ovários policísticos) e endometriose, ou mesmo fatores de risco.

Fatores ovulatórios

Distúrbios de ovulação compreendem ciclos anovulatórios (sem ovulação) todos os meses ou a alternância de ciclos ovulatórios com ciclos anovulatórios. São a causa mais comum de infertilidade feminina – cerca de 1 em cada 4 casais. Os fatores ovulatórios que podem provocar a infertilidade feminina são:

Danos nas tubas uterinas (fatores tubários)

Tubas uterinas danificadas ou bloqueadas impedem que o espermatozoide fecunde o óvulo ou bloqueiam a passagem do óvulo fertilizado para o útero, impedindo a adequada implantação. As causas incluem:

Endometriose

O tecido endometrial ectópico (endometriose – fragmentos do tecido endometrial em outras regiões do sistema reprodutor feminino) provoca aderências (cicatrizes), que podem bloquear as tubas uterinas. A endometriose pode ainda afetar a receptividade do endométrio, comprometendo a implantação do embrião.

Causas uterinas ou cervicais

Várias causas uterinas e cervicais podem afetar a fertilidade ao interferirem na implantação ou aumentarem a probabilidade de um aborto espontâneo:

Alguns fatores também oferecem riscos para a infertilidade, entre eles estão hábitos de vida, como tabagismo e alcoolismo, variações de peso e falta ou excesso de exercícios físicos. Manter relações sexuais esporádicas, sem o cálculo do período fértil, também pode ser determinando para a falha na obtenção da gravidez.

Sintomas de infertilidade feminina

Os sintomas que podem sugerir infertilidade feminina variam de acordo com a causa. Quando é provocada por distúrbios da ovulação, eles incluem:

Já quando provocada por problemas hormonais, os mais comuns são:

Como diagnosticar a infertilidade?

Diferentes exames podem ser solicitados por um especialista para diagnosticar a infertilidade, de acordo com a gravidade de cada caso. Os principais são:

Quais tratamentos são indicados para infertilidade feminina?

A definição do tratamento também varia de acordo com a gravidade de cada caso. Existem três tipos de tratamento: hormonal, cirúrgico ou técnicas de reprodução assistida (TRA).

O tratamento hormonal é indicado quando a infertilidade é provocada por distúrbios de ovulação, entre eles anovulação (ausência total de ovulação). A utilização de medicamentos hormonais tem como propósito estimular os ovários a amadurecerem os folículos para que sejam liberados os óvulos.

Quando as principais causas de infertilidade são danos ou bloqueios nas tubas uterinas, a indicação é cirúrgica, com o objetivo de reparar ou remover as obstruções.

Em casos mais graves, quando não há sucesso em nenhum outro procedimento, ou mesmo quando há um comprometimento maior de órgãos reprodutivos, a indicação é o tratamento realizado com técnicas de reprodução assistida (TRA), como inseminação intrauterina (IIU) e FIV (fertilização in vitro). Ambas as técnicas iniciam com a estimulação ovariana. Na inseminação intrauterina (IIU), os espermatozoides são introduzidos no útero durante a ovulação após serem capacitados em laboratório por uma técnica chamada capacitação seminal.

Embora apresente bons índices de gestação, a IA não é recomendada para os seguintes casos:

Para esses casos, é indicada a FIV (fertilização in vitro). Na FIV, espermatozoides e óvulos são colocados em uma mesma placa de cultura para que a fecundação ocorra de forma natural. Os embriões formados são posteriormente transferidos para o útero.

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