Inseminação artificial

A inseminação artificial (IA) é um método de tratamento para infertilidade pelo qual o sêmen, após preparação, é inserido diretamente no útero. Também chamada inseminação intrauterina (IIU), é indicada principalmente quando há uma alteração leve no sêmen. Assim como a relação sexual programada (RSP), a IIU está entre as técnicas de reprodução assistida consideradas de baixa complexidade.

As técnicas de baixa complexidade também são conhecidas como intracorpóreas ou in vivo, pois permitem a fecundação no interior do útero, ao contrário da FIV (fertilização in vitro), por exemplo, em que a fecundação ocorre em laboratório.

Este texto explica o funcionamento da inseminação artificial, destacando os casos em que o tratamento é indicado.

Como a inseminação artificial funciona?

O tratamento inicia (etapa 1) com a indução da ovulação – estimulação dos ovários por medicamentos, administrados via oral ou injetável, com o objetivo de liberar mais óvulos em um mesmo ciclo para aumentar as chances de fecundação.

É acompanhada por ultrassom transvaginal e exames de sangue para determinar os níveis hormonais, aumentando a possibilidade de cálculos mais precisos para o período fértil, quando deverá ocorrer a inseminação.

A preparação seminal (etapa 2) também é bastante importante na IIU e deve ocorrer paralelamente à indução da ovulação. Os espermatozoides utilizados para fecundação podem ser do parceiro ou de doadores, uma alternativa importante quando há infertilidade masculina por fator grave.

Dependendo do caso, os espermatozoides são coletados diretamente do sêmen ou mediante a utilização de técnicas para aspiração do epidídimo e biópsia do tecido testicular. No entanto, se o fator for grave, a IIU não é indicada.

Posteriormente, são preparados em laboratório com a utilização de técnicas de capacitação, em que os de melhor qualidade, motilidade e morfologia são selecionados, ao mesmo tempo que são eliminados os mortos, imóveis ou lentos, aumentando, dessa forma, a concentração dos que possuem maior capacidade de fecundação.

O último passo (etapa 3) é a inseminação, quando os espermatozoides resultantes da capacitação são introduzidos no útero por um cateter (tubo fino), durante o período de ovulação.

O procedimento dura cerca de 20 minutos. Geralmente é realizado em ambiente ambulatorial ou consultório médico e não necessita de anestesia.

As mulheres podem retomar as atividades normais no mesmo dia, inclusive a sexual. O teste para confirmar se a gravidez foi bem-sucedida deve ser realizado após duas semanas.

Quando a inseminação artificial é indicada?

A inseminação artificial é indicada quando a infertilidade feminina ou masculina é provocada por determinados fatores ou não tem causas aparentes. Eles incluem:

Em casos raros, algumas mulheres apresentam reações alérgicas a proteínas presentes no sêmen. Entretanto, com a preparação seminal esse problema pode ser evitado.

Por outro lado, alguns medicamentos para o tratamento de neoplasias podem, ao mesmo tempo, comprometer a fertilidade.

Quais são os riscos provocados pela inseminação artificial

A IIU é um procedimento simples e seguro, apresentando um baixo risco de complicações, como infecção e sangramento vaginal. No entanto, esses riscos são extremamente baixos e não têm consequências graves.

Existe também uma pequena chance de a mulher ter gestação múltipla, risco presente em todas as técnicas de reprodução assistida que começam pela estimulação ovariana para a produção de um número maior de óvulos.

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