SOP: como é feito o tratamento?

SOP: como é feito o tratamento?

Existem diversos motivos pelos quais mulheres enfrentam dificuldades para engravidar, entre eles, a síndrome dos ovários policísticos (SOP), uma das principais patologias ginecológicas que acometem tentantes em idade reprodutiva.

A doença atinge o ovário, órgão que produz os hormônios sexuais femininos e onde estão localizados os folículos que, no ciclo menstrual, liberam o óvulo para a fecundação. No entanto, algumas patologias, como a SOP, dificultam ou impedem esse processo, o que provoca falhas na ovulação, implantação embrionária e continuidade da gestação.

Neste artigo encontram-se mais informações sobre o que é a SOP, como pode ser diagnosticada e, principalmente, as recomendações para o tratamento, em especial para mulheres que desejam ter um filho. Se você é ou acredita ser portadora da doença, acompanhe o texto e descubra de que maneira o problema pode ser solucionado.

O que é SOP?

A SOP é uma síndrome que causa o surgimento de pequenos cistos na parte exterior do ovário e o aumento do tamanho do órgão. Suas proveniências ainda não foram totalmente esclarecidas pela ciência, mas as evidências indicam que a patologia ocorre devido à produção anormal de esteroides e hormônios masculinos, devido a problemas no hipotálamo e na hipófise, à resistência insulínica e ao fator hereditário.

O principal sintoma de sua existência é a ausência ou irregularidades na menstruação, especialmente a amenorreia (ausência do fluxo) e oligomenorreia (frequência anormal). A mulher ainda pode desenvolver características físicas mais comuns aos homens, como o crescimento de pelos no rosto e em outros locais do corpo e calvície, devido à elevação dos hormônios masculinos, além do aumento de peso e transtornos emocionais, como a ansiedade e depressão.

A SOP pode prejudicar a saúde da mulher e contribuir para o desenvolvimento de outras doenças, como a diabetes e problemas cardiovasculares, além de quadros de infertilidade. Por esse motivo, ao perceber os sintomas, um ginecologista deve ser consultado para um diagnóstico e tratamento rápido, para que prejuízos à capacidade reprodutiva da paciente sejam evitados.

Como a SOP é diagnosticada?

Os critérios atuais para o correto diagnóstico da SOP foram elaborados por um centro de pesquisa vinculado ao Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália e apresentado no encontro anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) no ano de 2018. Segundo a publicação, pelo menos dois dos seguintes critérios devem ser observados:

Esses sintomas podem surgir devido a outras patologias e, por isso, outras possíveis causas que possam influenciar a irregularidade menstrual e o hiperandrogenismo devem ser avaliadas. Para investigar a presença dos cistos, o ginecologista deverá requisitar um exame de ultrassonografia, além de testes hormonais para avaliar a fertilidade da paciente e identificar distúrbios hormonais.

Quais são as opções de tratamento?

A cura da SOP ocorre por meio da administração de remédios, que variam de acordo com os sintomas e as consequências da doença. Em mulheres com ciclos menstruais irregulares, podem ser indicados medicamentos a base dos hormônios estrogênio e progesterona, que ajudam a diminuir a ação da testosterona e evita o hiperandrogenismo. Para as pacientes com altos níveis de insulina, o médico poderá receitar ainda outros fármacos.

Alguns remédios a base dos hormônios femininos, no entanto, são anticoncepcionais e, portanto, não são indicados para mulheres com planos de maternidade. Se este for o caso, o ginecologista pode receitar indutores da ovulação, como antiestrogênicos, gonadotrofinas e, principalmente, o letrozol, um inibidor da aromatase que estimula a ação em 70% dos casos, segundo a Federação Brasileiras das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

A maioria das mulheres, após tratar a SOP, consegue engravidar. Se a concepção não ocorrer naturalmente ou por meio da RSP (relação sexual programada) (geralmente indicada para pacientes jovens com tubas uterinas saudáveis e sem nenhum outro fator de infertilidade associado), a FIV (fertilização in vitro), em especial, pode ser útil.

Além da intervenção medicamentosa e dos métodos de reprodução assistida, uma mudança no estilo de vida também é fundamental, devido à relação entre a SOP e fatores de risco como a obesidade. Mulheres acima do peso devem, portanto, se exercitar, o que ajuda a restaurar a ovulação, regular o ciclo menstrual, diminuir a resistência insulínica e a testosterona total.

A SOP é uma enfermidade que acomete mulheres em idade reprodutiva e que pode causar a infertilidade. A doença é diagnosticada em consulta com um ginecologista, ao observar alguns critérios, averiguados com auxílio de testes hormonais e exames de ultrassonografia. Quando constatada, o tratamento é feito com remédios, de acordo com os sintomas e as consequências da patologia. Após a administração, a paciente deve ter sua capacidade reprodutiva restaurada, mas caso não responda aos remédios, pode recorrer a métodos de reprodução assistida como a relação sexual programada (RSP) e a FIV.

Se você quiser saber mais sobre essa doença, leia a seção sobre a síndrome dos ovários policísticos (SOP) aqui no site.

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