Ultrassonografia pélvica

A ultrassonografia pélvica é um exame ginecológico utilizado para observar os órgãos da pelve. É um procedimento diagnóstico não invasivo, que possibilita a obtenção de imagens dos órgãos do aparelho reprodutor feminino, além de veias e artérias.

É importante para detectar doenças e alterações no útero, ovários, tubas uterinas, oclusões nas veias ou artérias e para acompanhar o desenvolvimento da gravidez ou do processo de ovulação em mulheres que estão tentando engravidar.

Este texto explica o funcionamento da ultrassonografia pélvica, destacando os casos em que o procedimento é indicado.

Como a ultrassonografia pélvica funciona?

A ultrassonografia pélvica permite a visualização em tempo real dos órgãos e estruturas pélvicas femininas, incluindo o útero, o colo do útero, as tubas uterinas, os ovários e o canal vaginal.

O método de realização do exame depende do tipo de ultrassonografia. Na suprapúbica, por exemplo, é utilizado um transdutor específico, aparelho que emite ondas sonoras, transformando-as em imagens transmitidas por um monitor. Um gel é colocado no aparelho e na pele para eliminar o ar e permitir melhor condução do som.

A ultrassonografia pélvica pode ser realizada por diferentes métodos:

Uma hora antes do exame a paciente deverá tomar entre quatro e seis copos de água, para facilitar a obtenção de imagens. Na ultrassonografia abdominal, o exame é realizado com a paciente deitada em uma maca e, na transvaginal, na posição ginecológica.

Em alguns casos, podem ser utilizados os dois métodos. Além disso, há ainda o ultrassom com doppler colorido, realizado para avaliar a circulação dos vasos sanguíneos e o fluxo de sangue em um determinado órgão ou região do corpo.

É geralmente solicitado quando há suspeita de estreitamento, dilatação ou oclusão de um vaso. As imagens permitem determinar o sentido, velocidade e circulação do sangue, mapeando o fluxo nas cores azul e vermelha, de acordo com o sentido de circulação.

Também é importante na área obstétrica, para acompanhar a evolução da gestação e o crescimento do feto. Permite, por exemplo, verificar desde o fluxo sanguíneo da placenta para o feto à formação dos órgãos.

O exame dura entre 20 minutos e uma hora e, logo após a realização, a bexiga poderá ser esvaziada.

Em quais casos a ultrassonografia pélvica é indicada?

A avaliação ultrassonográfica da estrutura pélvica feminina pode incluir desde o tamanho, formato e posição do útero e ovários, presença de massas e fluídos nas tubas uterinas ou bexiga, ao fluxo sanguíneo dos órgãos pélvicos. Pode ser usada para diagnosticar e auxiliar no tratamento de diferentes condições:

A ultrassonografia pélvica também pode ser usada para auxiliar em diferentes procedimentos, como a biópsia endometrial e para avaliar outros órgãos da cavidade abdominal, como fígado, vesícula e rins, por exemplo.

Nos homens é realizada para verificar problemas na bexiga, na próstata e nas vesículas seminais, glândulas que produzem o fluído seminal.

No entanto, embora ela possa fornecer informações sobre o tamanho, localização de massas pélvicas, não pode proporcionar um diagnóstico definitivo para neoplasias, que devem ser confirmadas por outros exames.

Há riscos na realização da ultrassonografia pélvica?

De um modo geral não há riscos associados ao exame, embora a ultrassonografia transvaginal possa provocar leve desconforto. Alguns fatores também interferem no resultado, entre eles a obesidade grave, excesso de gases intestinais ou mesmo enchimento inadequado na bexiga.

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